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domingo, 10 de agosto de 2025

Napoleão Bonaparte - Destruição e Morte no Campo de Batalha

Como quase todos os tiranos, o imperador francês Napoleão Bonaparte também tinha acessos de plena loucura. Além de ser um megalomaníaco clássico, daqueles que não admitiam qualquer oposição aos seus lunáticos planos de dominação do mundo ocidental (sim, tal como Hitler, ele também desejava dominar todo o mundo), Napoleão nutria pouco ou nenhum respeito para com a vida humana. Seus soldados sentiram isso na pele. Ao decidir invadir a Rússia Czarista, Napoleão enviou milhões de homens para terras desconhecidas, geladas, inóspitas, ao mesmo tempo em que não disponibilizou o que era necessário para ganhar um conflito daquelas proporções. Historiadores modernos concordam que as tropas de Napoleão ficaram perdidas, a esmo, no meio do deserto gelado, sem apoio em termos de mantimentos e provisões. Muitos morreram de fome e frio. Cem mil morreram nessas batalhas.

E qual era a posição do louco Napoleão sobre isso? Ele na verdade só lamentava a derrota militar e não as vidas perdidas. Os soldados eram apenas peões em sua estratégia de aniquilar todos os que se colocavam em sua frente. O mais curioso é que sendo um imperador tirano absolutista, o próprio Napoleão era fruto da Revolução Francesa que tinha como principal objetivo justamente acabar com esse tipo de liderança. Era obviamente uma contradição enorme. A Revolução que foi instaurada para depor todos os tiranos acabou levando ao poder um dos mais sanguinários e tirânicos líderes da Europa daquela época.

Com ares de psicopata, Napoleão tinha um carisma fora do comum, fazendo com que o povo francês abraçasse suas loucuras militares. O saldo foi terrível. Milhões de mortos por toda a Europa, fome, peste, caos e desordem em uma proporção poucas vezes vista. Quando o Papa da época morreu Napoleão decretou: "Morreu o último Papa!". Ele odiava o catolicismo e a religião. Na verdade ele queria destruir a religião, Para bancar suas campanhas militares mandou saquear os tesouros do Vaticano. Também houve muita destruição nos arquivos da Igreja Católica. Documentos históricos preciosos que faziam parte do acervo da Igreja simplesmente foram destruídos por militares comandados por Napoleão. 

Durante suas campanhas militares Napoleão Bonaparte enfrentou muitos inimigos. Praticamente todas as coroas da Europa se uniram para destrui-lo nos campos de batalha. Porém duas monarquias trariam sua ruína. Rússia e Inglaterra, que poucas vezes na História tinham se aliado, agora lutavam contra um inimigo comum, o próprio Napoleão. Em solo russo Napoleão enfrentaria seu maior desastre. Suas tropas morreram de fome e frio na imensidão sem fim da Mãe Rússia. O Imperador russo Alexandre I adotou a tática da terra arrasada. O povo russo deveria recuar para o interior, destruindo tudo o que ficava para trás. Sem ter onde alimentar seu exército Napoleão se viu cercado em uma armadilha mortal. E quando o severo inverno russo chegou não sobrou mais nada para sobreviver tão longe da França.

Com os ingleses a situação foi ainda pior. Napoleão Bonaparte não tinha como invadir a Inglaterra já que essa era uma ilha, com poderosa marinha de guerra defendendo sua território. Os ingleses não ficaram por aí. Desembarcaram no continente europeu para enfrentar Napoleão diretamente e o venceram na batalha de Waterloo onde o imperador francês foi definitivamente derrotado. Depois, conforme a ciência provou com análises de seu cabelo, começou um plano de envenenamento por arsênico que fez com que o imperador francês fosse morrendo aos poucos. Os ingleses não queriam construir a história de um mártir. Por isso Napoleão Bonaparte foi definhando até seu final trágico, isolado e esquecido numa ilha distante da Europa. 

Pablo Aluísio.

sábado, 9 de agosto de 2025

Napoleão Bonaparte - Verdades e Mentiras

Ele foi um dos principais líderes políticos e militares da história. Isso é um fato. O que poucos sabem é que Napoleão Bonaparte também tinha seu lado ridículo. Como era um ser humano e não um Deus, Napoleão também tinha defeitos - e muitos! Aqui vão algumas perguntas sobre o homem Napoleão Bonaparte.

1. Qual era a altura de Napoleão Bonaparte?
O imperador francês era extremamente baixinho. Embora muitos autores afirmem que ele tinha 1.69 de altura, a verdade é que o general não chegava nem a 1.63. A diferença se deve às botas do militar. Ele tinha complexo de sua falta de estatura e por isso mandava confeccionar enormes saltos que lhe desse alguns centímetros a mais. Afinal um general baixinho corria o risco de virar uma piada entre seus subordinados.

2. Napoleão Bonaparte era impotente?
Sim. Embora posasse de conquistador de mulheres, principalmente depois que se tornou imperador, o fato é que Napoleão tinha problemas sexuais. A explicação sobre sua impotência passa por vários motivos, desde a estafa natural de quem vivia em campos de batalha, passando pelo stress constante que o atormentava 24 horas por dia. O imperador era nervoso, dado a ataques de raiva e fúria. No meio de tanta tensão não sobrava muito para se dedicar aos prazeres da carne e do sexo.

3. Napoleão Bonaparte era racista?
O imperador era completamente racista. Ele considerava os negros uma sub-raça, algo que os deixavam mais próximos a animais do que a seres humanos. Seus atos racistas ficaram notórios, principalmente quando proibiu a entrada de negros em Paris. O general não queria que eles "sujassem" as belas ruas da capital francesa. Ele também tinha extremo desprezo por eslavos e russos, mas isso não o poupou de ser derrotado pelos mesmos povos que desprezava no campo de batalha.

4. Napoleão Bonaparte tinha hemorroidas?
Sim. A vida toda Napoleão passou montado em cima de um cavalo, nas inúmeras campanhas que participou ao longo da vida. Isso acabou lhe valendo doloridas hemorroidas. Na última grande batalha de sua vida, a de Waterloo, Napoleão se atrasou para ir ao campo de batalha pois estava com uma séria crise de hemorroidas que deixaram suas calças brancas completamente vermelhas de sangue. A alimentação e a obesidade também não ajudavam. Napoleão comia comidas extremamente apimentadas, gordurosas e nada sadias. Isso piorava ainda mais sua situação de saúde.

5. Por que Napoleão Bonaparte colocava sua mão dentro de seu uniforme?
A posição mais famosa de Napoleão Bonaparte em quadros e desenhos de época é aquela em que o imperador aparecia com as mãos dentro de seu casaco militar. Há duas explicações para essa pose. Alguns historiadores dizem que o imperador sofria de úlcera. As fortes dores estomacais o fazia pressionar o local da dor. Por isso ele estaria sempre com a mão sobre a dor. Outra explicação seria que Napoleão sofria de Mal de Parkinson e para esconder isso de seus soldados colocava a mão que apresentava tremores dentro de seu casaco militar.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Napoleão - Uma Biografia Literária

Napoleão - Uma Biografia Literária
Que Alexandre Dumas foi um grande escritor, disso ninguém tem dúvidas. Porém esse livro, até bem pouco conhecido da bibliografia do autor, revela uma outra face, bem mais humana, mostrando um lado dele que não era necessário chegar ao conhecimento de seus leitores. Estou me referindo ao lado bajulador. Isso mesmo que você leu. Durante todos os capítulos, Dumas não esconde o que na realidade está fazendo. Ele escreveu um livro que é pura bajulação do imperador Napoleão Bonaparte.

E da essência do ser humano muitas vezes bajular algum homem poderoso para receber favores em troca. Ao que me pareceu, lendo esse livro, foi que Dumas exagerou na dose. Ficou parecendo um reles puxa-saco, algo que fica feio na biografia de alguém tão celebrado. E olha que ele foi certamente um dos mais celebrados escritores da história! Mas também era um ser humano que precisava de uma "ajudinha" para ter algum cargo público, algum bom salário no serviço público. Até em sua época escrever livros não dava mesmo segurança financeira a ninguém! Acredite se quiser! 

Assim Dumas se derrete a Napoleão em seus escritos! As páginas se enchem de elogios descabidos ao imperador, ora o retratando como um novo César, ora o pintando com cores exageradas, tentando convencer ao leitor que ninguém mais tinha tantas qualidades como Napoleão Bonaparte. 

Em alguns trechos chega a ser vergonhosa a bajulação do autor para com o imperador francês. Assim o livro como um todo perde em termos de qualidade literária pura. Do jeito que foi publicado mais se pareceu mesmo com um mera propaganda política. Pelo que fez ao longo de sua carreira eu posso perfeitamente perdoar o escritor, só não sei se todos que lerem esse livro terão a mesma compaixão por ele. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Napoleão Bonaparte

Napoleão Bonaparte

1. História

Napoleão Bonaparte (1769–1821) foi um dos maiores líderes militares e políticos da história. Nascido em Ajaccio, na Córsega, quando a ilha havia acabado de ser anexada pela França, Napoleão ascendeu rapidamente nas fileiras do exército durante a Revolução Francesa (1789–1799).
Em 1799, liderou um golpe de Estado (18 de Brumário) que pôs fim ao Diretório, estabelecendo o Consulado, com ele como Primeiro-Cônsul. Em 1804, coroou-se Imperador dos Franceses, criando o Primeiro Império Francês.


2. Principais Conquistas

  • 🏆 Reformas internas:

    • Criação do Código Civil Napoleônico (1804), base de muitos sistemas jurídicos modernos.

    • Reforma administrativa e educacional (fundação dos liceus).

    • Centralização do poder e modernização do Estado francês.

  • ⚔️ Conquistas militares:

    • Batalha de Austerlitz (1805) – vitória decisiva sobre a Áustria e a Rússia.

    • Domínio sobre grande parte da Europa continental entre 1805 e 1811.

    • Criação da Confederação do Reno e da Grande Armée, força militar de elite.

    • Campanhas na Itália e no Egito (1796–1799), que aumentaram seu prestígio.

  • 💰 Reformas econômicas:

    • Criação do Banco da França.

    • Estímulo à indústria e infraestrutura.


3. Vida Pessoal

Napoleão casou-se em 1796 com Joséphine de Beauharnais, mas o casal não teve filhos. Em 1810, após o divórcio, casou-se com Maria Luísa da Áustria, com quem teve um filho, Napoleão II, conhecido como o “Rei de Roma”.
Era conhecido por sua inteligência, disciplina rigorosa e ambição desmedida. Apesar de seu poder, mantinha hábitos simples e trabalhava exaustivamente.


4. Morte

Após a derrota na Batalha de Waterloo (1815), Napoleão foi exilado pelos britânicos na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul. Lá viveu sob vigilância até sua morte, em 5 de maio de 1821, aos 51 anos.
A causa oficial foi câncer no estômago, embora teorias apontem possível envenenamento por arsênico.
Seus restos mortais foram trasladados para Paris em 1840, repousando no Les Invalides.


5. Cronologia – Linha do Tempo

Ano Evento
1769 Nasce em Ajaccio, Córsega.
1785 Forma-se como oficial de artilharia.
1793–1795 Participa da Revolução Francesa e se destaca em Toulon.
1796–1797 Campanha da Itália – vitórias que o tornam herói nacional.
1798–1799 Campanha do Egito.
1799 Golpe de 18 de Brumário – torna-se Primeiro-Cônsul.
1804 É coroado Imperador dos Franceses.
1805–1812 Apogeu do Império – domina quase toda a Europa.
1812 Invasão da Rússia – início da derrocada.
1814 Primeira abdicação – exílio na Ilha de Elba.
1815 Retorna ao poder (Os “Cem Dias”) e é derrotado em Waterloo.
1815–1821 Exílio em Santa Helena.
1821 Morre em Santa Helena.

6. Importância Histórica

Napoleão transformou a Europa moderna:

  • Consolidou os princípios da Revolução Francesa (igualdade civil, mérito e laicismo).

  • Estimulou o nacionalismo europeu e a reorganização territorial do continente.

  • Suas reformas administrativas e jurídicas influenciaram a formação dos Estados modernos.

  • É símbolo de liderança carismática, ambição e genialidade estratégica.


7. Legado

  • O Código Napoleônico é sua herança mais duradoura.

  • Inspirou movimentos nacionalistas (na Alemanha, Itália e América Latina).

  • Figura central na cultura e história europeia — tema de milhares de livros, filmes e estudos.

  • Dividiu opiniões: herói ou tirano, conforme o ponto de vista.

  • Influenciou profundamente o direito, a administração e as forças armadas modernas.


8. Bibliografia – Principais Livros sobre Napoleão

📚 Clássicos e biografias recomendadas:

  1. "Napoleon: A Life" – Andrew Roberts (2014)

    Uma das biografias mais completas e recentes, baseada em cartas inéditas.

  2. "Napoleon" – Vincent Cronin (1971)

    Retrato equilibrado e humano do imperador.

  3. "Napoleon: The Path to Power" – Philip Dwyer (2007)

    Enfoque acadêmico sobre sua ascensão.

  4. "Napoleon the Great" – Andrew Roberts (edição britânica de A Life).

  5. "Napoleon: A Political Life" – Steven Englund (2004)

    Analisa sua política e impacto cultural.

  6. "Mémoires de Sainte-Hélène" – Emmanuel de Las Cases (1823)

    Relato clássico de sua vida no exílio.

  7. "Napoleon on War" – traduzido por Jay Luvaas (1994)

    Compilação de suas reflexões sobre estratégia militar.